Assista, no próximo Domingo, à transmissão em direto da Eucaristia no nosso canal Youtube através do link https://www.youtube....ch?v=P1GBqrK8ZDs
Banco alimentar contra a fome do Porto
Recolha de alimentos na sede dos escuteiros das Antas- junto ao Centro Social das Antas
25- nov, 4f, das 19h às 22h
Banco alimentar contra a fome do PortoRecolha de alimentos na sede do
EUCARISTIA DOMINICAL.  Transmissão em direto às 10h45  Eucaristia inicia às 11h00 Link para Transmissão em direto https://www.youtube....ch?v=lLPfmbtYuxc
Amanhã, dia 22, será efetuada transmissão em direto da Eucaristia Dominical das 11h! Transmissão inicia às 10h45.Utilize o link Youtube seguinte para aceder à mesma.
https://www.youtube....ch?v=lLPfmbtYuxc
Folha Dominical 22 de Novembro de 2020
https://www.paroquia-antas.pt/  «Sentar-Se-á no seu trono glorioso e separará uns dos outros»
XXXIV Domingo do Tempo Comum *****************************
REFLEXÃO ( Mt 25, 31-46 )
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Seis passos a caminho da terra,
tal como Deus a sonha «Uma visão potente dramática a que nós chamamos juízo universal. Melhor ainda, uma cena que ensina a verdade última do homem. O que resta da vida quando não resta mais nada? Resta o amor ao próximo.
Tive fome, tive sede, era estrangeiro, estava nu, doente, na prisão, e tu ajudaste-me. Seis passos de um percurso em que a substância da vida é substância da caridade. Seis passos a caminho da terra, tal como Deus a sonha. O sétimo passo é a felicidade de dar, o estar bem quando dás!
“Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.” O que é extraordinário nesta passagem é que Jesus estabelece uma ligação tão íntima com os seus que se identifica com eles. “A mim o fizestes”: os olhos dos pobres são os olhos de Deus! E o pobre, que para nós é quase sempre anónimo, aqui tem o mesmo nome de Deus». ************************************
TODOS FAMÍLIA. TODOS IRMÃOS
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Do Advento ao Batismo do Senhor:
Todos irmãos, todos de casa A Caminhada do Advento ao Batismo do Senhor é uma proposta familiar: “Todos irmãos, todos de casa” que é o lema proposto. O tema inspira-se no Plano Diocesano de Pastoral “Todos família, todos irmãos” e na recente encíclica do Papa Francisco “Fratelli tutti” (Todos irmãos). Que se pretende com esta caminhada? É bem simples: sabermo-nos todos de casa, “seja na Casa Comum do Mundo, seja na Casa Comum da Igreja, seja na Casa Comum da Família”.
E, assim, valorizar a família como Igreja Doméstica, a Igreja como a casa de todos os Filhos de Deus, e o Mundo como casa de todos os homens e mulheres seja qual for a raça, o credo e a religião. E, este ano, celebraremos o Natal como espaço restrito da família.
Surge-se também uma celebração semanal em família, a realizar em casa, à volta do Presépio, mas em ligação com a Liturgia da Palavra na Eucaristia dominical, com um “apelo à fraternidade, amabilidade, proximidade, solidariedade, identidade, hospitalidade, unidade, universalidade”.  Como símbolo da caminhada, sugere-se ainda dar maior relevo à colocação da estrela, seja a envolver a coroa de Natal que habitualmente se coloca no exterior das casas, nas portas, seja nas janelas ou nas varandas. Uma Estrela, a apontar para o lugar onde Jesus “nasce e cresce, como Irmão “de casa”, como o Irmão maior, que nos faz irmãos”.  P. José Baptista **********************************
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
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A fraternidade: um projeto para todos O que o papa Francisco propõe é que este projeto possa ser a fraternidade e a amizade social. É fá-lo de modo muito explícito: «Entrego esta encíclica social como humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras» (n. 6).
De facto, da tríade liberdade, igualdade e fraternidade, que representa o ideal da modernidade, as nossas sociedades incluíram as primeiras duas, mas deixaram de fora a fraternidade, como se fosse uma questão estritamente privada, sobre a qual não é possível construir um consenso social.
No entanto, como afirma o papa Francisco, sem a fraternidade, a liberdade e a igualdade correm o risco de se tornarem tragicamente inconclusivas e abstratas, facto que podemos facilmente apurar. O reconhecimento da fraternidade é, portanto, uma das tarefas atuais mais prementes, que deve envolver todos os atores, da política à economia, da cultura às religiões.
Ao comentar a parábola evangélica do bom samaritano, o papa diz: «Cada dia é-nos oferecida uma nova oportunidade, uma etapa nova. Não devemos esperar tudo daqueles que nos governam; seria infantil. Gozamos dum espaço de corresponsabilidade capaz de iniciar e gerar novos processos e transformações. Sejamos parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas» (n. 77). As palavras-chave são começar e recomeçar. A fraternidade é colocada nas nossas mãos como um desafio inderrogável.  Card. José Tolentino Mendonça *****************************************
INFORMAÇÕES PARA A COMUNIDADE
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22 de Novembro, dia de Cristo Rei e Senhor. Na Igreja de S. Lourenço, junto ao Seminário Maior, o Senhor D. Manuel Linda, Bispo da Diocese, ordenará 5 Diáconos. Entre eles, o Leonel Rocha, que reside nesta Paróquia há 17 anos e onde fez o estágio pastoral nos últimos 3 anos. Para ele e seus companheiros de ordenação será um dia marcante: é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. Desejamos ao Leonel as maiores felicidades e esperamos que proximamente seja admitido ao presbiterado. A Igreja da Diocese do Porto tem urgência de ministros ordenados para a Missão. Que o sim dado neste domingo seja um compromisso alegre e festivo a Jesus Cristo. A ordenação de Diácono do Leonel será transmitida em direto neste domingo às 10h00 através do link https://www.youtube.com/user/dioporto. PARTILHA DE BENS – Neste tempo de pandemia, onde as dificuldades mais se evidenciam, apelamos à vossa generosidade para com o fundo paroquial, através da contribuição da côngrua, tão importante para a vida da Paróquia que, neste momento, passa por dificuldades financeiras. Poderão fazer a contribuição na secretaria paroquial.
Fotos da publicação de Paróquia Santo António das Antas
Acompanhe a Eucaristia Dominical em direto através do seguinte link: https://youtu.be/tEz8pXtLucY
Eucaristia Dominical de 15-11-2020
Amanhã, dia 15, será efetuada transmissão em direto da Eucaristia Dominical das 11h!
Transmissão inicia às 10h45.
Utilize o link Youtube seguinte para aceder à mesma. https://youtu.be/tEz8pXtLucY
Eucaristia Dominical de 15-11-2020
Pão de Santo António Caros amigos, Desde há vários anos que a Paróquia de Santo António das Antas promove o “Pão de Santo António” com a recolha de alimentos e/ou dinheiro para ajudar as famílias mais carenciadas da nossa Paróquia. Este ano, associando-nos ao Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado no dia 15 de novembro, e nestes tempos de Pandemia em que as dificuldades aumentam, vamos continuar com a recolha de bens alimentares, não perecíveis, como arroz, leite, açúcar, massa, feijão, grão, salsichas, conservas, azeite, óleo, bolachas, etc., que poderão ser entregues nos inícios das celebrações da manhã dos próximos fins de semana, 14 e 15, 21 e 22 de novembro, ou durante a semana na secretaria paroquial. Se preferirem, poderão participar fazendo uma transferência bancária para a conta da Paróquia, através do NIB 0007 0000 0091 0488 0762 3. Grato pela vossa participação, Um abraço amigo, P. José Lopes Baptista
Pão de Santo AntónioCaros amigos,Desde há vários anos que a Pa
Folha Dominical 15 de Novembro de 2020
https://www.paroquia-antas.pt/  XXXIII Domingo do Tempo Comum *****************************
REFLEXÃO ( Mt 25, 14-30 )
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“Porque tudo aquilo que nos é dado, o mundo, as pessoas, o coração, as nossas capacidades, são talentos que devem crescer e desenvolver-se. Nós somos servos de uma força boa, de uma força levedante que está dentro de tudo aquilo que vive.
Todos nós somos criadores com o Criador, à sua imagem, à imagem daquele que espalha as sementes de vida às mãos cheias, sem as contar. Assim fazem os dois primeiros servos: na sua mente não há uma prestação de contas ameaçadora, um exame a enfrentar que perturba o sono, mas há uma apelo à vida que pressiona, que pede para ser ajudada a crescer e a florir.
O Evangelho está cheio de uma teologia simples, a teologia da semente, do fermento, de inícios que devem florescer. Cabe-nos a nós o trabalho paciente e inteligente de quem cuida dos rebentos. Deus é a primavera do cosmo, cabe-nos a nós ser o verão perfumado de frutos”. ****************************************
TODOS FAMÍLIA. TODOS IRMÃOS
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PÃO DE SANTO ANTÓNIO  Desde há vários anos que a Paróquia de Santo António das Antas promove o “Pão de Santo António” com a recolha de alimentos e/ou dinheiro para ajudar as famílias mais carenciadas da nossa Paróquia. Este ano, associando-nos ao Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado no dia 15 de novembro, e nestes tempos de Pandemia em que as dificuldades aumentam, vamos continuar com a recolha de bens alimentares, não perecíveis, como arroz, leite, açúcar, massa, feijão, grão, salsichas, conservas, azeite, óleo, bolachas, etc., que poderão ser entregues nos inícios das celebrações da manhã dos próximos fins de semana, 14 e 15, 21 e 22 de novembro, ou durante a semana na secretaria paroquial. Se preferirem, poderão participar fazendo uma transferência bancária para a conta da Paróquia, através do NIB 0007 0000 0091 0488 0762 3.  P. José Baptista **********************************
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
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«Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32): a sabedoria antiga dispôs estas palavras como um código sacro que se deve seguir na vida. Hoje ressoam com toda a densidade do seu significado para nos ajudar, também a nós, a concentrar o olhar no essencial e superar as barreiras da indiferença. A pobreza assume sempre rostos diferentes, que exigem atenção a cada condição particular: em cada uma destas, podemos encontrar o Senhor Jesus, que revelou estar presente nos seus irmãos mais frágeis (cf. Mt 25, 40).  Da Mensagem do Santo Padre Francisco
para o IV Dia Mundial dos Pobres *******************************************
INFORMAÇÕES PARA A COMUNIDADE
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No âmbito da nota informativa da Diocese do Porto, venho, por este meio, informar que, durante o tempo em que vigorar o estado de emergência, serão suspensas as eucaristias dominicais de sábado e domingo às 19h00, bem como as eucaristias das Capelas de Belém e Contumil às 17h00 de sábado. As eucaristias de domingo de manhã (09h45, 11h00 e 12h15) manter-se-ão inalteradas.  Será celebrada, excecionalmente, uma eucaristia aos sábados de manhã, às 12h00, onde serão incluídas as intenções de missa já marcadas para sábado às 19h00. As intenções já marcadas da eucaristia das 19h00 de domingo passarão para a eucaristia das 11h00 desse mesmo domingo.  As eucaristias semanais (10h e 19h15), bem como a de sábado de manhã (10h00), mantêm-se inalteradas. A catequese, quer de quinta-feira, quer de domingo, mantém a sua atividade nos horários habituais. Durante os próximos domingos, faremos a transmissão em direto da eucaristia dominical das 11h00. Poderão aceder à celebração através da nossa página do Facebook ou do site da paróquia (https://www.paroquia-antas.pt/).  P. José Baptista PARTILHA DE BENS – Neste tempo de pandemia, onde as dificuldades mais se evidenciam, apelamos à vossa generosidade para com o fundo paroquial, através da contribuição da côngrua, tão importante para a vida da Paróquia que, neste momento, passa por dificuldades financeiras. Poderão fazer a contribuição na secretaria paroquial.  **********************************************************************
No mundo quatro regiões na “fase vermelha” pela fome e carestia
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No mundo há quatro regiões consideradas na “fase vermelha” segundo o relatório da FAO e do Programa Alimentar Mundial e estas regiões correm o risco de carestia e fome aguda se não houver uma urgente intervenção. São o Burkina Faso, o nordeste da Nigéria, o Sudão do Sul e o Iêmen. É necessária uma ação urgente para evitar o drama, para evitar uma emergência de proporções dramáticas durante os próximos três a seis meses. A evolução da situação nos países de maior risco dependerá da dinâmica dos conflitos, da evolução dos preços dos alimentos, de todas as consequências possíveis da pandemia em seus sistemas alimentares, das chuvas e do rendimento das colheitas, do acesso à ajuda humanitária e da vontade dos doadores de continuar financiando operações humanitárias.
Fotos da publicação de Paróquia Santo António das Antas
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O IV DIA MUNDIAL DOS POBRES XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(15 DE NOVEMBRO DE 2020) «Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32) «Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32): a sabedoria antiga dispôs estas palavras como um código sacro que se deve seguir na vida. Hoje ressoam com toda a densidade do seu significado para nos ajudar, também a nós, a concentrar o olhar no essencial e superar as barreiras da indiferença. A pobreza assume sempre rostos diferentes, que exigem atenção a cada condição particular: em cada uma destas, podemos encontrar o Senhor Jesus, que revelou estar presente nos seus irmãos mais frágeis (cf. Mt 25, 40). 1. Tomemos nas mãos o Ben-Sirá, um dos livros do Antigo Testamento. Nele encontramos as palavras dum mestre da sabedoria que viveu cerca de duzentos anos antes de Cristo. Andava à procura da sabedoria que torna os homens melhores e capazes de perscrutar profundamente as vicissitudes da vida. E fê-lo num período de dura prova para o povo de Israel, um tempo de dor, luto e miséria por causa da dominação de potências estrangeiras. Sendo um homem de grande fé, enraizado nas tradições dos pais, o seu primeiro pensamento foi dirigir-se a Deus para Lhe pedir o dom da sabedoria. E o Senhor não lhe deixou faltar a sua ajuda. Desde as primeiras páginas do livro, Ben-Sirá propõe os seus conselhos sobre muitas situações concretas da vida, sendo a pobreza uma delas. Insiste que, na contrariedade, é preciso ter confiança em Deus: «Não te perturbes no tempo do infortúnio. Conserva-te unido a Ele e não te separes, para teres bom êxito no teu momento derradeiro. Aceita tudo o que te acontecer e tem paciência nas vicissitudes da tua humilhação, porque no fogo se prova o ouro, e os eleitos de Deus no cadinho da humilhação. Nas doenças e na pobreza, confia n’Ele. Confia em Deus e Ele te salvará, endireita os teus caminhos e espera n’Ele. Vós que temeis o Senhor, esperai na sua misericórdia, e não vos afasteis, para não cairdes» (2, 2-7). 2. Página a página, descobrimos um precioso compêndio de sugestões sobre o modo de agir à luz duma relação íntima com Deus, criador e amante da criação, justo e providente para com todos os seus filhos. Mas, a constante referência a Deus não impede de olhar para o homem concreto; pelo contrário, as duas realidades estão intimamente conexas. Demonstra-o claramente o texto donde se tirou o título desta Mensagem (cf. 7, 29-36). São inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos. Para celebrar um culto agradável ao Senhor, é preciso reconhecer que toda a pessoa, mesmo a mais indigente e desprezada, traz gravada em si mesma a imagem de Deus. De tal consciência deriva o dom da bênção divina, atraída pela generosidade praticada para com os pobres. Por isso, o tempo que se deve dedicar à oração não pode tornar-se jamais um álibi para descuidar o próximo em dificuldade. É verdade o contrário: a bênção do Senhor desce sobre nós e a oração alcança o seu objetivo, quando são acompanhadas pelo serviço dos pobres. 3. Como permanece atual, também para nós, este ensinamento! Na realidade, a Palavra de Deus ultrapassa o espaço, o tempo, as religiões e as culturas. A generosidade que apoia o vulnerável, consola o aflito, mitiga os sofrimentos, devolve dignidade a quem dela está privado, é condição para uma vida plenamente humana. A opção de prestar atenção aos pobres, às suas muitas e variadas carências, não pode ser condicionada pelo tempo disponível ou por interesses privados, nem por projetos pastorais ou sociais desencarnados. Não se pode sufocar a força da graça de Deus pela tendência narcisista de se colocar sempre a si mesmo no primeiro lugar. Manter o olhar voltado para o pobre é difícil, mas tão necessário para imprimir a justa direção à nossa vida pessoal e social. Não se trata de gastar muitas palavras, mas antes de comprometer concretamente a vida, impelidos pela caridade divina. Todos os anos, com o Dia Mundial dos Pobres, volto a esta realidade fundamental para a vida da Igreja, porque os pobres estão e sempre estarão connosco (cf. Jo 12, 8) para nos ajudar a acolher a companhia de Cristo na existência do dia a dia. 4. O encontro com uma pessoa em condições de pobreza não cessa de nos provocar e questionar. Como podemos contribuir para eliminar ou pelo menos aliviar a sua marginalização e o seu sofrimento? Como podemos ajudá-la na sua pobreza espiritual? A comunidade cristã é chamada a coenvolver-se nesta experiência de partilha, ciente de que não é lícito delegá-la a outros. E, para servir de apoio aos pobres, é fundamental viver pessoalmente a pobreza evangélica. Não podemos sentir-nos tranquilos, quando um membro da família humana é relegado para a retaguarda, reduzindo-se a uma sombra. O clamor silencioso de tantos pobres deve encontrar o povo de Deus na vanguarda, sempre e em toda parte, para lhes dar voz, defendê-los e solidarizar-se com eles face a tanta hipocrisia e tantas promessas não cumpridas, e para os convidar a participar na vida da comunidade. É verdade que a Igreja não tem soluções globais a propor, mas oferece, com a graça de Cristo, o seu testemunho e gestos de partilha. Além disso, sente-se obrigada a apresentar os pedidos de quantos não têm o necessário para viver. Lembrar a todos o grande valor do bem comum é, para o povo cristão, um compromisso vital, que se concretiza na tentativa de não esquecer nenhum daqueles cuja humanidade é violada nas suas necessidades fundamentais. 5. Estender a mão leva a descobrir, antes de tudo a quem o faz, que dentro de nós existe a capacidade de realizar gestos que dão sentido à vida. Quantas mãos estendidas se veem todos os dias! Infelizmente, sucede sempre com maior frequência que a pressa faz cair num turbilhão de indiferença, a tal ponto que se deixa de reconhecer todo o bem que se realiza diariamente no silêncio e com grande generosidade. Assim, só quando acontecem factos que transtornam o curso da nossa vida é que os olhos se tornam capazes de vislumbrar a bondade dos santos «ao pé da porta», «daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 7), mas dos quais ninguém fala. As más notícias abundam de tal modo nas páginas dos jornais, nos sites da internet e nos visores da televisão, que faz pensar que o mal reine soberano. Mas não é assim. Certamente não faltam a malvadez e a violência, a prepotência e a corrupção, mas a vida está tecida por atos de respeito e generosidade que não só compensam o mal, mas impelem a ultrapassá-lo permanecendo cheios de esperança. 6. Estender a mão é um sinal: um sinal que apela imediatamente à proximidade, à solidariedade, ao amor. Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas! A mão estendida do médico que se preocupa de cada paciente, procurando encontrar o remédio certo. A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanece, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes. A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas. A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contacto com as pessoas. A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar. A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer. A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança. E poderíamos enumerar ainda outras mãos estendidas, até compor uma ladainha de obras de bem. Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação. 7. Esta pandemia chegou de improviso e apanhou-nos impreparados, deixando uma grande sensação de desorientamento e impotência. Mas, a mão estendida ao pobre não chegou de improviso. Antes, dá testemunho de como nos preparamos para reconhecer o pobre a fim de o apoiar no tempo da necessidade. Não nos improvisamos instrumentos de misericórdia. Requer-se um treino diário, que parte da consciência de quanto nós próprios, em primeiro lugar, precisamos duma mão estendida em nosso favor. Este período que estamos a viver colocou em crise muitas certezas. Sentimo-nos mais pobres e mais vulneráveis, porque experimentamos a sensação da limitação e a restrição da liberdade. A perda do emprego, dos afetos mais queridos, como a falta das relações interpessoais habituais, abriu subitamente horizontes que já não estávamos acostumados a observar. As nossas riquezas espirituais e materiais foram postas em questão e descobrimo-nos amedrontados. Fechados no silêncio das nossas casas, descobrimos como é importante a simplicidade e o manter os olhos fixos no essencial. Amadureceu em nós a exigência duma nova fraternidade, capaz de ajuda recíproca e estima mútua. Este é um tempo favorável para «voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo (...). Vivemos já muito tempo na degradação moral, baldando-nos à ética, à bondade, à fé, à honestidade (...). Uma tal destruição de todo o fundamento da vida social acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses, provoca o despertar de novas formas de violência e crueldade e impede o desenvolvimento duma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente» (Francisco, Carta enc. Laudato si’, 229). Enfim, as graves crises económicas, financeiras e políticas não cessarão enquanto permitirmos que permaneça em letargo a responsabilidade que cada um deve sentir para com o próximo e toda a pessoa. 8. «Estende a mão ao pobre» é, pois, um convite à responsabilidade, sob forma de empenho direto, de quem se sente parte do mesmo destino. É um encorajamento a assumir os pesos dos mais vulneráveis, como recorda São Paulo: «Pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: ama o teu próximo como a ti mesmo. (...) Carregai as cargas uns dos outros» (Gal 5, 13-14; 6, 2). O Apóstolo ensina que a liberdade que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus Cristo é, para cada um de nós, uma responsabilidade para colocar-se ao serviço dos outros, sobretudo dos mais frágeis. Não se trata duma exortação facultativa, mas duma condição da autenticidade da fé que professamos. E aqui volta o livro de Ben-Sirá em nossa ajuda: sugere ações concretas para apoiar os mais vulneráveis e usa também algumas imagens sugestivas. Primeiro, toma em consideração a debilidade de quantos estão tristes: «Não fujas dos que choram» (7, 34). O período da pandemia constrangeu-nos a um isolamento forçado, impedindo-nos até de poder consolar e estar junto de amigos e conhecidos atribulados com a perda dos seus entes queridos. E, depois, afirma o autor sagrado: «Não sejas preguiçoso em visitar um doente» (7, 35). Experimentamos a impossibilidade de estar junto de quem sofre e, ao mesmo tempo, tomamos consciência da fragilidade da nossa existência. Enfim, a Palavra de Deus nunca nos deixa tranquilos e continua a estimular-nos para o bem. 9. «Estende a mão ao pobre» faz ressaltar, por contraste, a atitude de quantos conservam as mãos nos bolsos e não se deixam comover pela pobreza, da qual frequentemente são cúmplices também eles. A indiferença e o cinismo são o seu alimento diário. Que diferença relativamente às mãos generosas que acima descrevemos! Com efeito, existem mãos estendidas para premer rapidamente o teclado dum computador e deslocar somas de dinheiro duma parte do mundo para outra, decretando a riqueza de restritas oligarquias e a miséria de multidões ou a falência de nações inteiras. Há mãos estendidas a acumular dinheiro com a venda de armas que outras mãos, incluindo mãos de crianças, utilizarão para semear morte e pobreza. Existem mãos estendidas que, na sombra, trocam doses de morte para se enriquecer e viver no luxo e num efémero desregramento. Existem mãos estendidas que às escondidas trocam favores ilegais para um lucro fácil e corruto. E há também mãos estendidas que, numa hipócrita respeitabilidade, estabelecem leis que eles mesmos não observam. Neste cenário, «os excluídos continuam a esperar. Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com este ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe» (Francisco, Exort. ap Evangelii gaudium, 54). Não poderemos ser felizes enquanto estas mãos que semeiam morte não forem transformadas em instrumentos de justiça e paz para o mundo inteiro. 10. «Em todas as tuas obras, lembra-te do teu fim» (Sir 7, 36): tal é a frase com que Ben-Sirá conclui a sua reflexão. O texto presta-se a uma dupla interpretação. A primeira destaca que precisamos de ter sempre presente o fim da nossa existência. A lembrança do nosso destino comum pode ajudar a conduzir uma vida sob o signo da atenção a quem é mais pobre e não teve as mesmas possibilidades que nós. Mas existe também uma segunda interpretação, que evidencia principalmente a finalidade, o objetivo para o qual tende cada um. É a finalidade da nossa vida que exige um projeto a realizar e um caminho a percorrer sem se cansar. Pois bem! O objetivo de cada ação nossa só pode ser o amor: tal é o objetivo para onde caminhamos, e nada deve distrair-nos dele. Este amor é partilha, dedicação e serviço, mas começa pela descoberta de que primeiro fomos nós amados e despertados para o amor. Esta finalidade aparece no momento em que a criança se cruza com o sorriso da mãe, sentindo-se amada pelo próprio facto de existir. De igual modo um sorriso que partilhamos com o pobre é fonte de amor e permite viver na alegria. Possa então a mão estendida enriquecer-se sempre com o sorriso de quem não faz pesar a sua presença nem a ajuda que presta, mas alegra-se apenas em viver o estilo dos discípulos de Cristo. Neste caminho de encontro diário com os pobres, acompanha-nos a Mãe de Deus que é, mais do que qualquer outra, a Mãe dos pobres. A Virgem Maria conhece de perto as dificuldades e os sofrimentos de quantos estão marginalizados, porque Ela mesma Se viu a dar à luz o Filho de Deus num estábulo. Devido à ameaça de Herodes, fugiu, juntamente com José, seu esposo, e o Menino Jesus, para outro país e, durante alguns anos, a Sagrada Família conheceu a condição de refugiados. Possa a oração à Mãe dos pobres acomunar estes seus filhos prediletos e quantos os servem em nome de Cristo. E a oração transforme a mão estendida num abraço de partilha e reconhecida fraternidade. Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica de Santo António, 13 de junho de 2020.  Francisco
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCOPARA O IV DIA MUNDIAL DOS POBRESXX

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  • I Domingo do Advento

  • Santo André, Apóstolo

    "Festa de Santo André, Apóstolo, natural de Betsaida, irmão de Simão Pedro e pescador como ele. Foi o primeiro dos discípulos de João Baptista a ser chamado pelo Senhor junto ao Jordão e que O seguiu, apresentando-Lhe também seu irmão; depois do Pentecostes, segundo a tradição, pregou o Evangelho na região da Acaia, na Grécia, e foi crucificado em Patras. A Igreja de Constantinopla venera-o como seu mais insigne patrono." (Martirológio Romano)

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    na Igreja

  • II Domingo do Advento

  • Ordenação de Diáconos Permanentes

  • IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA, Padroeira de Portugal

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